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terça-feira, 12 de agosto de 2008

Centro de Ceilândia - Crime a luz do dia

Produtos roubados são vendidos no Centro da Ceilândia diariamente

Uma queda de braços divide o centro de Ceilândia entre policiais e ambulantes. O problema acontece em plena luz do dia, perto do Restaurante Comunitário e do Fórum da cidade, onde uma movimentação de aproximadamente 40 homens chama a atenção de quem passa pelo local. Nas mãos deles: óculos, relógios, correntes de ouro e, principalmente, celulares. Tudo vendido por um preço simbólico. Produtos, que de acordo com a polícia, são roubados. Bem localizada, a feira que é chamada "feirinha do rolo", é motivo de preocupação para a polícia e para a administração da cidade, que já não sabem mais o que fazer para coibir a atuação dos indivíduos.

Por sua vez, a população sabe como são adquiridos aqueles produtos, mas poucos querem falar do problema. "Olha, aqui ninguém fala nada. Podemos sofrer alguma coisa mais tarde", disse um senhor que não quis se identificar. Outro, que também preferiu manter o nome em sigilo, foi taxativo. "Ali funciona a feira o rolo do centro da Ceilândia. Moro aqui a mais de 30 anos e essa feira sempre existiu. Só vendem produtos roubados", disse. Segundo relatos dos moradores da cidade, como antes havia muitos ambulantes no local, não dava para perceber a atuação desses homens, mas agora, com a remoção dos feirantes, os vendedores ilegais estão visíveis a todos.

Feira não é novidade para polícia
O delegado chefe da 15º Delegacia de Polícia, Adval Cardoso de Matos, confirmou que o problema é antigo, e a situação já é considerada um verdadeiro câncer no centro da cidade, pois não sabe como conter a atuação desses homens.

Ele disse que entre a policia, o local é conhecido como a "Feira do Celular", uma vez que 90% dos produtos vendidos são celulares roubados. Ele informou que já foram feitas várias parcerias entre a Policia Civil e a Polícia Militar para conter a situação, mas os vendedores desafiam a polícia dizendo que vão vencer os policias pelo cansaço, e não saem dali. Por sua vez o delegado disse. "Não sabemos o que fazer. A única alternativa é também vencê-los pelo cansaço, como eles já disseram que vão fazer com nos policiais", disse.

Ronda não é suficiente
O delegado afirmou que as batidas feitas no local são constantes. "Tem semana que vamos todos os dias. Eu reconheço que é um problema grave, que não sabemos como resolver", relatou. Outra dificuldade detectada pelo delegado nas constantes batidas, é o fato de não ter como autuar a pessoa que está vendendo celular por receptação de produtos roubados. Pois quem é roubado, não sabe informar o número de série do aparelho. "Sem esse número fica difícil para a gente saber a quem pertence o celular. E autuar o vendedor por roubo ou recepção", disse. Mas nem só relógios e celulares são encontrados na feira, segundo relatos do próprio delegado, até mesmo armas de fogo e drogas já foram apreendidos no local.

Ele explicou que já houve dias que a Policia Militar levou aproximadamente 70 homens que vendem mercadorias no local para delegacia. Mesmo tendo a certeza que os produtos são roubados, não tem como provar. As pessoas são liberadas depois de registrada a ocorrência. "A maioria das pessoas que vendem produtos naquele local, já tem passagem pela polícia", disse.

O delegado alertou para as pessoas que não comprem produtos desses homens, porque até mesmo quem compra pode ser autuados por receptação de mercadoria roubada.

Apesar do delegado informar que a PM faz ronda para tentar coibir a atuação dessas pessoas, nas duas horas que a equipe de reportagem esteve no local, não foi avistado nenhum policial atuando no centro da cidade. (V.S.)

Fonte: Tribuna do Brasil

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Atleta de Ceilândia conquista medalha olímpica


PEQUIM (Reuters) - Ketleyn Quadros, a judoca que conquistou nesta segunda-feira a primeira medalha do Brasil na Olimpíada de Pequim, escreveu em uma redação escolar, aos 10 anos de idade, que se tornaria uma atleta olímpica e que ganharia uma medalha nos Jogos.

Rosimeire Lima, mãe da atleta que se tornou a primeira brasileira na história a levar medalha olímpica em modalidade individual, disse que a filha ficou encantada com o judô desde a primeira vez que o praticou, aos 8 anos, e nem a oposição inicial do pai a fez mudar de esporte.

"Na época ela fazia natação, mas fugia das aulas para ir ver o judô. O pai queria que ela fizesse balé, mas ela dizia que o negócio dela era o judô", disse Rosimeire, que viajou a Pequim após amigos de Ceilândia (DF), onde vive, fazerem uma vaquinha para arcar com os custos da viagem.

"Ela sempre foi muito determinada", afirmou a mãe, ao falar da redação que Ketleyn escreveu como atividade escolar apenas dois anos após iniciar as aulas na modalidade que a levaria à medalha de bronze em Pequim.

A jodoca deixou os treinamentos no Sesi de Ceilândia há apenas dois anos, aceitando convite do Minas Tênis Clube, que representa atualmente. Ela entrou para a seleção brasileira de judô há um ano, e conseguiu a classificação para a Olimpíada.

"Eu me preocupei em fazer um trabalho muito forte e foi tudo acontecendo muito rápido, eu nem esperava. O trabalho foi acontecendo, foi fluindo", disse a medalhista após a luta em que bateu a australiana Maria Pekli.

Rosimeire, que é cabeleireira em Ceilândia, diz que a filha passou por dificuldades logo que mudou para Belo Horizonte.

"No início ela não tinha dinheiro nenhum. Até quando ela foi tivemos que juntar um pouco com uns amigos para pagar as taxas de transferência da federação", afirmou. "Agora ela recebe um salário do Minas e melhorou um pouco".

Questionada sobre o que ela espera no retorno ao Brasil, Rosimeire foi direta.
"Espero que tenha uma festa grande e que o presidente convide ela para o Palácio (do Planalto). Ela fez algo para o país, ela merece."

Fonte: Reuters - Imagem: Globo.com

sábado, 9 de agosto de 2008

Arruda inaugura ADE de Ceilândia

ADE de Ceilândia irá gerar 10 mil empregos

O governador José Roberto Arruda inaugurou neste sábado (9) a Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) de Ceilândia Sul. A região já existia desde 1998, mas só agora ganhou infra-estrutura para comportar as cerca de 500 empresas que vão se instalar no local. Foram investidos mais de R$ 13 milhões em pavimentação, drenagem e meios fios. A expectativa é de que o pólo econômico empregue pelo menos 10 mil trabalhadores nos próximos cinco anos. As obras são parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Produtivo (Pró-DF).

Segundo o governador, há um ano, o lugar era só poeira. Muitos empresários que receberam terrenos na ADE de Ceilândia Sul chegaram a se retirar porque não acreditavam no potencial econômico da área. Hoje, o local já conta com 83 empresas instaladas desde o inicio das obras de infra-estrutura. Indústrias de autopeças e fábricas de alimentos e têxtil, por exemplo, já empregam quase mil trabalhadores.

“Nós tivemos um aumento de receita na faixa de 1.000%. Foi uma virada nos negócios de janeiro para cá, quando as obras começaram. Hoje, já sabemos que essa região produtiva é capaz de atender toda a Ceilândia e algumas cidades”, explica o presidente da Associação dos Micros e Pequenos Empresários de Ceilândia, Aécio Torres.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, vice-governador Paulo Octávio, ressalta que deve haver uma contrapartida dos empresários. “O governo fez sua parte. A infra-estrutura está completa. Agora chegou a hora dos empresários investirem no local e gerar empregos. É importante dizer vamos fiscalizar para ver se os terrenos estão sendo usados realmente para a produção econômica da cidade, e não para especulação ou moradia”, destacou o vice-governador.

O Pró-DF na ADE de Ceilândia Sul destinou 619 lotes para empresas. Além dos que já estão ocupados, há 360 indicados. Em breve, outros empresários se fixarão na região. Para atrair investimentos, o GDF concede incentivos como benefícios fiscais, tributários, econômicos e tarifários. Paulo Octávio diz que o governo também trabalha para atrair empresas de fora do Distrito Federal e do Brasil.

O governo irá investir, ao todo, cerca de R$ 150 milhões em infra-estrutura nas ADEs. Já foram gastos R$ 70 milhões em melhorias até o momento. O governador Arruda explica que o objetivo é criar um forte pólo econômico nas cidades onde há o Pró-DF. A ADE de Sobradinho foi primeira a receber investimentos na nova gestão. O local já conta com 300 empresas e emprega cerca de mil trabalhadores. O próximo passo será urbanizar a ADE do Gama.

Fonte: Portal GDF

Novo administrador de Ceilândia

Novo administrador assume prometendo continuar “bom trabalho” do antecessor

O novo administrador regional de Ceilândia, o ex-comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar de Taguatinga, tenente-coronel Leonardo Moraes, assumiu a sua nova função nesta sexta-feira (08). Durante a transmissão de cargo, pela manhã, ele garantiu que não tem pretensões políticas. “Estou atendendo a um pedido do governador José Roberto Arruda”. Admitiu que chega um pouco assustado, mas disposto a dar continuidade ao trabalho iniciado por seu antecessor, Adauri da Silva Gomes, a quem não economizou elogios.

“É um fardo administrar uma cidade deste tamanho e com este potencial, substituindo uma pessoa amiga e que conquistou 70% de aprovação da população local, graças aos trabalhos realizados durante a sua gestão”, comentou. O empenho do ex-administrador em retirar os ambulantes do centro da cidade, de forma pacífica, atendendo a uma determinação do governador, também foi exaltada por Moraes. Segundo ele, foi um ato de coragem, que fez com que Ceilândia entrasse na legalidade e ficasse com novo visual. E acrescentou: “Vou tentar me igualar a você”.

Concluindo, o paulistano, de 42 anos, destacou que quer dar continuidade ao clima de amizade que sentiu entre Adauri Gomes e os servidores. “Vou precisar da colaboração de todos, desde os mais humildes até o chefe de gabinete”, disse, assegurando que as portas de seu gabinete vão estar sempre abertas.

Boas-vindas
Depois de dar as boas-vindas e devolver os elogios a Leonardo Moraes, lembrando que ficou satisfeito ao saber que seria ele o seu sucessor -- “um amigo de longa data” --, Adauri Gomes fez um pedido especial aos servidores. “Dediquem a mesma atenção e colaboração dadas a mim, ao novo administrador. Vocês estarão contribuindo para a melhoria de Ceilândia”.

Depois de 13 meses frente à Administração Regional, Adauri afirmou que deixa o cargo, com a certeza de missão cumprida. Emocionado, disse que sente um misto de tristeza e alegria. Tristeza, por perder o convívio com os servidores, lideranças e comunidade. E, alegria, porque , segundo ele, foi um orgulho ter participado do Governo Arruda, em um momento importante, de transformação em Ceilândia. “Eu fui apenas uma parte neste processo. Cumpri a minha obrigação como servidor público. O mérito é de toda a equipe da Administração Regional”, observou.

Fonte: Administração de Ceilândia

terça-feira, 5 de agosto de 2008

E o verde sumiu

Das árvores frutíferas e arbusto de aproximadamente oito metros de altura, restaram apenas alguns pedaços de raízes secas em meio ao barro. A retirada das árvores aconteceu há aproximadamente um mês na avenida P3 no setor P sul de Ceilândia, em frente ao supermercado Veneza, porém, o corte deixou a população indignada.

A remoção seria para construir um estacionamento ao longo da via, que há muito é uma reivindicação dos comerciantes da avenida, mas segundo a reclamação da população, a empresa responsável pela obra do estacionamento cortou as árvores sem consultar a opinião dos moradores. Apesar da construção do estacionamento nas avenidas P2, P3 e P4 ser uma reivindicação, a preservação das árvores do local também era.

Além da reclamação do corte das árvores, a população reclama que o local que foram cortadas não precisava de um estacionamento, uma vez que, já existem dois nos comércios da via. É o que reclama o comerciante, Raimundo Nonato Pessoa, que não tem um estacionamento em frente a sua loja. "Estávamos pedindo um estacionamento ao longo das vias, e não em um local que já existem estacionamentos", reclamou.

Outro pedido dos moradores é que a construção dos estacionamentos seja feito no mesmo modelo no qual foi construído o estacionamento do setor P Norte, há aproximadamente três anos. Lá, todas as árvores foram preservadas para a construção. É o que afirma o prefeito comunitário do P Sul, Fernando Rosa. "A construção do estacionamento é uma reivindicação da própria população. Mas no momento vimos a destruição das árvores ficamos espantados. Fomos até os órgãos responsáveis para parar a derrubada. Agora estamos esperando a conclusão do estacionamento como foi feito no P norte", declarou.

Figos, abacateiros e mangueiras. Tudo foi parar no chão, no local, apenas poeira e um buraco que dar trabalho para os moradores atravessar a via. Boa parte das árvores cortadas foram plantadas pelo comerciante Nilson Carvalho dos Santos, 68 anos, que trabalha no local à aproximadamente 17 anos. "Esse corte foi desnecessário. Eu plantei e reguei muito dessas árvores com o maior carinho, e eles cortaram sem nenhuma cerimônia", reclamou.

Procurada pela reportagem, a administração da cidade informou que a obra não é de dua responsabilidade. Também foram procurados o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), o Instituto Brasília Ambiental (Ibran), a Secretaria de Obras de DF e a Novacap, essa última respondeu, por meio da assessoria de comunicação, que o corte das árvores era necessário para a construção do estacionamento, e que, as árvores em questão eram nocivas para a cidade. Quanto a conclusão da obra, a Novacap, informou o projeto estria passando por uma nova avaliação para ver a necessidade de retirar novas árvores. Os outros órgãos não souberam informar de quem partiu a autorização para o corte das árvores e qual local exato onde será construído o estacionamento.

Fonte: Tribuna do Brasil

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Novo cemitério

Para resolver o problema da falta de túmulos no Distrito Federal, o governo quer construir um cemitério em Ceilândia.

Hoje o Distrito Federal tem seis cemitérios. Em alguns anos eles não serão suficientes. A área onde o governo quer construir o próximo fica ao lado do Setor de Indústria da Ceilândia, às margens da BR-070. O terreno tem 30 hectares.

O Instituto Brasília Ambiental, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, já analisou o estudo de impacto ambiental feito pela Terracap. O superintendente do instituto explica que algumas exigências precisam ser atendidas. Só depois será possível liberar uma licença prévia para a execução do projeto.

“A primeira exigência é melhorar o relatório de impacto ao meio ambiente. Colocá-lo numa linguagem mais acessível para que a população entenda o estudo. A segunda é encontrar uma alternativa de locação e a terceira, acompanhar os possíveis danos ambientais, como o risco de contaminação do lençol freático”, explica Eduardo Freire.

Uma outra exigência do Instituto Brasília Ambiental para que o cemitério seja instalado é uma consulta prévia aos vizinhos da área. “O que nós estamos esperando é um terminal de ônibus. Terminal de ônibus e posto policial. É o que precisamos de verdade, além de bombeiro. O local é muito carente desse tipo de trabalho”, afirma a dona-de-casa Erismar Pereira.

“Acho que vai ficar muito perto das famílias. Creio que esta área não é uma área ideal para cemitério”, opina a dona-de-casa Maria Bezerra.

Ainda assim, tem morador que considera que a Ceilândia, como maior cidade do DF, precisa ter cemitério próprio. “Eu acho que precisa, sim. O mais próximo daqui ainda fica muito longe. Se construírem num setor aqui por perto, vai ficar bem melhor”, acrescenta o gesseiro Edmilson Santana.

A diretora da Terracap, Ivelise Longhi, informou que já fez um novo estudo de impacto ambiental e enviou ao Instituto Brasília Ambiental para avaliação.

Fonte: DFTV