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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Entra e sai de administradores prejudica a população

Troca administrador aqui, troca administrador ali; e a população pensa o quê sobre isso? “Se está acontecendo muita troca, é sinal de que não está indo bem, né?”, opina o estoquista Clenildo Alves de Abreu. 

Das 29 cidades, apenas dez não trocaram de comando desde janeiro de 2007. O tenente coronel Leonardo Moraes já é o terceiro administrador da Ceilândia. Ele era comandante do Batalhão da PM de Taguatinga, sempre morou no Lago Sul e não se importa que a população não saiba o nome dele. 

“A cidade pode dizer se tal administrador está trabalhando bem ou não, mas não necessariamente saber o seu nome. Porque não existe campanha que torna público o meu rosto no dia-a-dia pra comunidade”, justifica Moraes. 

Para o especialista em contas públicas, Raul Veloso, o administrador da Ceilândia tem o perfil oposto ao que deveria ter. “O ideal é que seja uma liderança que tenha nascido das próprias organizações da comunidade. Vai ter um ou outro caso que é necessário fazer uma troca rápida, mas não faz sentido você ter um troca-troca em quase todas as administrações”, rebate Veloso. 

Mas o governo pensa diferente. Para o GDF, o entra e sai de administradores não atrapalha o andamento de projetos na cidade, nem traz prejuízos à população. Mesmo não agradando a todos, o governo já avisou: essa dança de cadeiras deve continuar. 

“A maioria das pessoas que foram administradores, hoje estão colaborando com o governo em outras posições. E outros que estão em outras posições, poderão vir a colaborar com o governo também nas administrações regionais”, afirma o secretário de Governo José Humberto Pires. 

“Começa a fazer uma coisa, deixa no meio do caminho. O outro entra, acha que aquilo não está bom, recomeça de novo; e por aí vai a bagunça. Com isso, a população perde muito”, reclama a secretária Vilsa Maria Barbosa.

Fonte: DFTV

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